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Moedas digitais são a novíssima tendência em meios de pagamento graças às características de segurança, inviolabilidade, confiança e redução de custos conferidas pelo blockchain, a tecnologia que embasa o bitcoin e outras criptomoedas

A tecnologia vem causando transformações extraordinárias em nosso mundo, mudanças essas que acontecem com velocidade sempre surpreendente. O digital invade cada vez mais espaços de nosso cotidiano e, agora, temos até moedas virtuais ou criptomoedas. Bitcoins, ethereuns, riples, estão dando que falar nos mais diferentes setores da economia. E, no e-commerce, precisamos estar prontos para essa discussão.
Hoje, cartão de crédito ou débito, sistemas como o Paypal ou PagSeguro, boleto e pagamento contra a entrega são os métodos mais usados para pagamento, mas a onda disruptiva parece estar chegando por aqui também.

Só para se ter uma ideia, em março de 2017, um estudo de Cambridge contabilizou o número de usuários ativos de bitcoin entre 2,9 e 5,8 milhões no mundo. Projeções do mercado apontam que esse número deve chegar aos 200 milhões em 2024.

Já há empresas recebendo pagamentos em bitcoin pelos seus serviços ou produtos – e novos anúncios todos os dias. Num dos mais recentes, o aeroporto de Brisbane, na Austrália, comunicou que vai começar a aceitar moedas digitais em suas lojas e restaurantes. As universidades Draper (na Califórnia) e de Lucerne (na Suíça) também aceitam pagamento de mensalidade em bitcoins. O site Coinmap mostra, em um mapa interativo e colaborativo sempre atualizado, mais de 12 mil estabelecimentos  em todo o mundo que aceitam transações em bitcoin. É possível, por exemplo, comprar apps e jogos da loja virtual da Microsoft pagando em bitcoins, e até mesmo aplicativos de relacionamento, como o OkCupid entraram na onda da criptomoeda.
O Japão, no ano passado, reconheceu oficialmente as moedas digitais como meios de pagamento, decisão tomada pela Alemanha em neste mês. Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul e Rússia também se mostram interessados. Por outro lado, nações como Bolívia, Equador, Bangladesh e Nepal proíbem seu uso, seja por quererem atrelar o bitcoin às moedas oficiais, seja por não confiarem na segurança das transações ou temerem seu uso para atividades ilegais. Como toda novidade, as moedas digitais ainda são olhadas com desconfiança, mas seus entusiastas consideram que elas são o futuro do dinheiro.

Tecnologia garante segurança e redução de custos

As moedas digitais estão baseadas numa tecnologia chamada blockchain, com características únicas. Ela funciona como um banco de dados distribuído, no qual cada transação – sempre realizada entre dois usuários (P2P) seguindo as regras do smart contract – é registrada em um bloco (block) que tem uma assinatura digital – a criptografia garante que esses dados não sejam violados.
Ao ser criado um novo bloco nesta cadeia (chain), ele tem sua própria assinatura digital mas também carrega a do bloco anterior. Os dados vão sendo armazenados numa espécie de livro-razão (chamado ledger) não-centralizado, ou seja, distribuído entre os participantes da rede. Os dados podem ser consultados, mas não alterados, a não ser que haja um consenso entre todos os participantes da rede – o que aumenta a confiança e a segurança.
Falando em confiança, o blockchain e o uso de smart contracts possibilitam que não se precise mais de intermediários, como serviços pagos para garantir a confiabilidade de transações e documentos – um exemplo clássico é o cartório. Essa eliminação de intermediários gera uma redução de custos considerável. Alie isso à segurança, à rastreabilidade das operações e à inviolabilidade dos dados e você entenderá por que esse modelo em que todos são “sócios” do negócio parece tão atrativo para tantas pessoas e diversos segmentos do mercado.

Vantagens do bitcoin como meio de pagamento

Empresas, usuários e entusiastas do bitcoin citam diversas vantagens no uso desta moeda.

A primeira delas é a agilidade: o envio de criptomoedas de uma carteira digital (usuário) para outra leva em média 20 minutos. Compare com o tempo que, por exemplo, um banco tradicional leva para transferir valores da sua conta para um usuário de outra instituição bancária.

Para enviar bitcoins, paga-se uma taxa que é variável e que o próprio usuário escolhe dependendo da urgência dele para realizar a transação. Assim, se você quiser enviar bitcoins para pagar uma compra feita nos Estados Unidos, terá esta taxa, apenas, para pagar. Ao lidar com bancos, operadoras de cartões de crédito ou outros intermediários, as tarifas serão bem mais caras.  E não esqueça, o bitcoin é uma moeda global – isto significa que você paga o mesmo para enviar bitcoins para o Japão ou para São Paulo, e a transação leva o mesmo tempo.
O fim do “horário comercial” é outra vantagem apontada. Transações com bitcoin podem ser realizados a qualquer hora do dia, em qualquer dia da semana. Não há expediente nem períodos específicos de trabalho – como ocorre com as instituições financeiras tradicionais. Inviolabilidade e privacidade dos dados são vantagens sobre as quais já falamos.

Convém destacar um grande atrativo para os lojistas em termos de segurança nas vendas, já que o uso do bitcoin afasta os riscos de fraude e chargeback (quando o cliente não reconhece alguma compra realizada no cartão de crédito) – e sabemos que o Brasil é tradicionalmente um dos campeões em fraudes online.

E há ainda a praticidade: para operar com bitcoin, basta criar uma carteira digital, gratuitamente, para estar habilitado a fazer e a receber pagamentos, sem precisar de intermediação e ou de aguardar prazos de exame de documentação (bem parecido com o processo de abertura de uma conta em um banco, não é?)

Desafios no caminho do bitcoin

Enquanto o bitcoin se valoriza e vai ampliando seu alcance e aceitação, ainda existe um clima de desconfiança em relação ao seu uso, principalmente em função dos riscos como ataques de hackers, a possibilidade de uso das moedas virtuais para lavagem de dinheiro e a sua alta volatilidade. Especialistas e usuários reconhecem que há ainda uma série de desafios a serem superados para que a adoção cresça.
Pode parecer exagero considerar que o bitcoin e outras moedas virtuais possam vir a substituir o dinheiro tradicional, mas é uma alternativa viável para muitas das pessoas envolvidas, de uma maneira ou de outra, nesse ecossistema. Entre entusiastas, curiosos e aqueles que ainda mantêm um pé atrás com as criptomoedas, o que parece ser ponto de consenso é que ainda há diversos aspectos a serem amadurecidos para vencer as desconfianças.

Além de aspectos tecnológicos – porque as mudanças nesta área são cada vez mais velozes – há que se pensar em novas regras de mercado para conferir mais credibilidade e segurança às transações realizadas com as moedas digitais. É aguardar para ver.

Esperamos que você tenha gostado deste artigo e tenha mais elementos agora para considerar se o uso de moedas virtuais pode ser uma boa alternativa em termos de meios de pagamento. Continue acompanhando nosso blog para ter sempre informações relevantes e úteis para você e não hesite em entrar em contato.

Atualizado há 2 dias