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O setor de e-commerce continua a crescer expressivamente no Brasil, o comércio eletrônico em pesquisa recente da Webshoppers aumentou 3,9%, ou seja, de R$ 48,4 milhões para R$ 50,3 milhões em relativo ao mesmo período no ano passado.
O fato é que mesmo com resquícios da crise que assolou o País, as lojas virtuais passam a faturar mais e mais a cada dia e são o futuro do varejo mundial.
Mas, mesmo nessa altura do campeonato, uma coisa preocupa o lojista e os consumidores, a assombrada fraude.
No ano passado, uma pesquisa da PayU, constatou que a média do valor de fraudes é correspondente a 70% a mais que o tíquete médio dos e-commerces que em 2016 foi de R$ 409. Apesar de não serem números precisos, os valores preocupam.

Nos rankings de mercados que mais sofrem com as fraudes estão:
– Telefonia
– Eletrônicos
– Games
– Cosméticos e perfumaria

Para o e-commerce, a dor de cabeça da fraude tem como fator principal, funcionários que realizam a venda de dados cadastrais do mailing da loja, por exemplo e praticam o phishing, que ao se passar pelo negócio em que as informações foram tiradas, fazem o consumidor digitar seus dados pessoais como número de cartão, CPF, endereço.
Para o cliente, enganar o estabelecimento digital que está fazendo a compra se dá por fraude de realizar pagamento com cartões clonados ou roubados ou o pagamento é feito utilizando meios de pessoas próximas sem condição de consentimento ou aceite e autofraude quando o consumidor efetua uma compra e alega não ter feito a compra, acionando a operadora de cartão de crédito e afirmando que ele mesmo foi enganado.
As lojas virtuais sofrem todos com esses casos pelo simples fato de não ser necessário digitar senha do cartão para que a compra seja autenticada, na loja física o comprador está presente.
Muitos e-commerces tem enxergado no ominichannel, a estratégia perfeita para vender pela internet e fazer com que o consumidor retire na loja física.

Como não cair em uma fraude?

Infelizmente os fraudulentos tentam se reinventar toda hora e para que seu negócio não sofra com nenhum tipo de enganação, são necessárias estratégias para barrar qualquer ameaça.
Muitos lojistas têm adotado o costume de embutir em suas vendas uma pequena taxa ao preço de venda, não que isso seja uma forma de se prevenir, mas apenas para lidar com o risco.
Para se proteger, se você vende por intermédio de cartão de crédito, procure determinar uma política de análise de risco de cada compra, assim se todos os dados do cliente e os produtos estiverem em acordo com suas políticas, a compra será aprovada. Esse tipo de conferência reduz o chargebacks.

Estimule o boleto bancário no seu e-commerce para fugir dos cartões de crédito, essa opção é uma das mais seguras, pois o produto ou serviço só é enviado após o pagamento.

Considere primordial certificados de segurança no seu site, fique atento aos dados cadastrais dos seus possíveis clientes para verificar se todas as informações são verdadeiras.

Como proteger minha loja virtual?

Criando sua própria estrutura

Para criar uma estrutura própria, é necessário rapidez e precisão. Tudo porque é necessário a identificação do consumidor, validação da forma de pagamento escolhida e se isso não é feito de forma quase que instantânea, corre-se o risco de cancelamento da venda por parte do cliente.
No caso, são necessárias ferramentas de antifraude para e-commerce como ClearSale, FControl, que validem todos os dados em busca de possíveis fraudes.

Dicas para proteger a sua loja virtual:

Se você decidiu criar sua própria estrutura, atente-se a algumas dicas para que seu e-commerce não fique desprotegido:

Seja esperto com as senhas

Se você estipular que as senhas para o seu site devam ter no mínimo seis a oito caracteres, com mescla de caracteres especiais e números, mais difícil será para que sua loja virtual seja fraudada. A tendência é que quanto mais complexo sejam as senhas, os criminosos possam sofrer inibição.

Atente-se com os padrões de compra

É importante observar o que o seu consumidor está comprando, isso porque normalmente se o cliente compra na sua loja um determinado produto de uma determinada faixa de preço e de uma hora para a outra há um aumento na quantidade e até de valor, é possível que ele esteja saindo do padrão por algum motivo.
Identifique se dentro de sua análise de risco pessoal, quais compras fazem sentido de um estudo mais a fundo.

Entrega rápida e cara

Os cibercriminosos procuram por um padrão a opção de entrega que seja mais rápida e consequentemente será a mais cara oferecida pelo seu e-commerce.
Desconfie se mesmo oferecendo o frete gratuito o cliente preferir escolher uma entrega express. Em principal se o produto for ainda mais barato que o frete escolhido.

Conclusão

Como vimos, as fraudes nos e-commerces podem ser evitados com medidas de segurança, planejamento e o mais importante, rapidez para analisar tentativas fraudulentas, evitando prejuízos financeiros e estruturais no seu negócio.

Atualizado há 27 dias